amor-liberdade
muitas palavras todos os dias. as leio. as repasso. tantas tantas tantas. as canso, me canso. as ignoro. movimento. olho a telinha com o coração na mão: o que pode-se dizer? dizer de onde se sente para não só receber, mas criar. lembrar de ser. é preciso ser forte pra ser. tornou-se minha prece. obrigada, dandara.
sou pura referência. se sentir de acompanhar, verá. e dessa vez não to nem pegando na mão as da vida próxima pra nutrir coragem. mas tudo bem, cada palavra aqui tem elas. as coisas existem mesmo sem serem ditas. cada coisa a seu tempo.
a foto é de uma citação do freire. pedagogia do oprimido. vixe, palavras. quais afastam e quais convidam? logo em seguida, nessa página, citação: hay que endurecerse pero sin perder la ternura jamás. yo y mi portuñol.
será que vão me julgar por citar che? já somo duas citações a homens blancos aqui. se eu escrever algumas palavras em espanhol será que nos atentaremos ao significado e não a vontade de fugir? e nem falei que eles são cis. vixe, mais delas. o problema é usá-las - ou - os fatos que elas carregam, existirem? noto y anoto: eu que me julgo. atenção às prioridades.
uma hora tudo isso passará e o que eu quero criar?
aquele mundo lá já não existe mais. esse mesmo, de uns dois meses atrás. ouço uma voz: tá loca de falar tudo isso? tento ser gentil com a juíza que me habita pensando na hannah nelson: tornei-me mulher em um mundo em que quanto mais sã você é, mais louca a fazem parecer. a juíza, de cara com o carinho, fica pequenina. sobra espaço pra outra coisa: gentileza nos processos, só posso dar o que tenho.
há necessidade de um grande aprendizado em tudo isso. palavras concreto para um mar de vida tão profundo y móvel, mas vou fazendo no melhor do momento: humanos limitados adoecidos no individual logo no coletivo. sem vírgulas porque coexiste e já sorrio: usei tanto essa palavra que se torna afetiva. opa, voei no fluxo pensamento. deixa pra outro momento. volto: uma espécie entre milhares. lembrar. dividimos a mesma casa, por mais que tenhamos de estar, agora, justamente pela má manutenção do lar-terra, apenas nos espacinhos construídos para limitar propriedades.
reticências.
quem pode tê-las. volto de onde, uma vez que se vê, nunca deve-se sair: raciasmo. sexismo. lgbtqfobia. mais palavras. fatos que não são nada bem vindo pela minha maioria. respiro-suspirando. bate um certo desespero: isso precisa ser aprofundado. a ansiedade começa a construir caminho. sinto o coração bater mais forte.
ei.
respira.
culpa é armadilha.
paro. pauso.
memoro.
não é tudo sobre mim.
qual o propósito?
relembro.
peço licença.
confio na paz e sabedoria.
agradeço as vidas que vieram antes e que existem agora.
intenção é ser mais um tijolinho de degraus para quem está e virá. para mim mesma.
oras, aprendizado: tudo na vida é movimento, sacou? saquei. nomeio para reconhecer para restaurar. obrigada, grada. ajuda a decidir não ser mais mesmo ainda sendo. se tudo isso for só pra mim tudo bem? não sei, só saberei fazendo. construir algo com o que faz sentido agora para nortear o que virá. confiar. mudança de ponto de vista acolher o inconstante. é sobre movimento de vida, não erro ou acerto. blé. larga mão. faço enquanto aprendo, aprendo fazendo.
sigo percebendo que a cura que eu gritava pros quatro cantos precisava começar aqui dentro para ter sustento.
compartilho pra desapegar. decido tirar do peito, dividir e coletivizar. é: inclusive se algo mal ressoar. aprendi a pedir ajuda. com o coração aberto, peço: você pode me ajudar a melhorar? admitir nossa humanidade é combustível pro processo. vergonha de chorar porquê se água fertiliza, limpa e faz o mar correr? aliás, fala sério, que bobagem ter tantos porquês regrados. língua difícil inacessível. mas deixa essa pra outro dia.
acalma saber: a vitória só será coletiva. já deu tempo da gente entender que um vírus escancarou a estrutura fantasia?
ô mariana, isso aqui já tá imenso. mas, mari, ainda tem tanto pra falar. deixa o espaço aberto pro outro criar, má. amanhã é outro dia, deixa ressoar.
falho em ser objetiva. ué, era isso que eu queria? seria possível se eu me esforçasse, mas todo esforço não é natural. logo: há como, de forma saudável, para mim? talvez seja mais fácil lembrar que da pra escolher o ponto de vista e me aceitar. me amar. putz, pode ser simples assim.
retorno ao início. parênteses: aventura perceber que não há início porque a vida é a-linear. ó o ciclo: foto quando minha câmera ainda não estava quebrada para combinarmos: tem muita coisa pra curar. quando apertar, você me lembra quando eu esquecer, te lembrarei quando você esquecer, tá?
o
amor
é
nossa
chance.
sou pura referência. se sentir de acompanhar, verá. e dessa vez não to nem pegando na mão as da vida próxima pra nutrir coragem. mas tudo bem, cada palavra aqui tem elas. as coisas existem mesmo sem serem ditas. cada coisa a seu tempo.
a foto é de uma citação do freire. pedagogia do oprimido. vixe, palavras. quais afastam e quais convidam? logo em seguida, nessa página, citação: hay que endurecerse pero sin perder la ternura jamás. yo y mi portuñol.
será que vão me julgar por citar che? já somo duas citações a homens blancos aqui. se eu escrever algumas palavras em espanhol será que nos atentaremos ao significado e não a vontade de fugir? e nem falei que eles são cis. vixe, mais delas. o problema é usá-las - ou - os fatos que elas carregam, existirem? noto y anoto: eu que me julgo. atenção às prioridades.
uma hora tudo isso passará e o que eu quero criar?
aquele mundo lá já não existe mais. esse mesmo, de uns dois meses atrás. ouço uma voz: tá loca de falar tudo isso? tento ser gentil com a juíza que me habita pensando na hannah nelson: tornei-me mulher em um mundo em que quanto mais sã você é, mais louca a fazem parecer. a juíza, de cara com o carinho, fica pequenina. sobra espaço pra outra coisa: gentileza nos processos, só posso dar o que tenho.
há necessidade de um grande aprendizado em tudo isso. palavras concreto para um mar de vida tão profundo y móvel, mas vou fazendo no melhor do momento: humanos limitados adoecidos no individual logo no coletivo. sem vírgulas porque coexiste e já sorrio: usei tanto essa palavra que se torna afetiva. opa, voei no fluxo pensamento. deixa pra outro momento. volto: uma espécie entre milhares. lembrar. dividimos a mesma casa, por mais que tenhamos de estar, agora, justamente pela má manutenção do lar-terra, apenas nos espacinhos construídos para limitar propriedades.
reticências.
quem pode tê-las. volto de onde, uma vez que se vê, nunca deve-se sair: raciasmo. sexismo. lgbtqfobia. mais palavras. fatos que não são nada bem vindo pela minha maioria. respiro-suspirando. bate um certo desespero: isso precisa ser aprofundado. a ansiedade começa a construir caminho. sinto o coração bater mais forte.
ei.
respira.
culpa é armadilha.
paro. pauso.
memoro.
não é tudo sobre mim.
qual o propósito?
relembro.
peço licença.
confio na paz e sabedoria.
agradeço as vidas que vieram antes e que existem agora.
intenção é ser mais um tijolinho de degraus para quem está e virá. para mim mesma.
oras, aprendizado: tudo na vida é movimento, sacou? saquei. nomeio para reconhecer para restaurar. obrigada, grada. ajuda a decidir não ser mais mesmo ainda sendo. se tudo isso for só pra mim tudo bem? não sei, só saberei fazendo. construir algo com o que faz sentido agora para nortear o que virá. confiar. mudança de ponto de vista acolher o inconstante. é sobre movimento de vida, não erro ou acerto. blé. larga mão. faço enquanto aprendo, aprendo fazendo.
sigo percebendo que a cura que eu gritava pros quatro cantos precisava começar aqui dentro para ter sustento.
compartilho pra desapegar. decido tirar do peito, dividir e coletivizar. é: inclusive se algo mal ressoar. aprendi a pedir ajuda. com o coração aberto, peço: você pode me ajudar a melhorar? admitir nossa humanidade é combustível pro processo. vergonha de chorar porquê se água fertiliza, limpa e faz o mar correr? aliás, fala sério, que bobagem ter tantos porquês regrados. língua difícil inacessível. mas deixa essa pra outro dia.
acalma saber: a vitória só será coletiva. já deu tempo da gente entender que um vírus escancarou a estrutura fantasia?
ô mariana, isso aqui já tá imenso. mas, mari, ainda tem tanto pra falar. deixa o espaço aberto pro outro criar, má. amanhã é outro dia, deixa ressoar.
falho em ser objetiva. ué, era isso que eu queria? seria possível se eu me esforçasse, mas todo esforço não é natural. logo: há como, de forma saudável, para mim? talvez seja mais fácil lembrar que da pra escolher o ponto de vista e me aceitar. me amar. putz, pode ser simples assim.
retorno ao início. parênteses: aventura perceber que não há início porque a vida é a-linear. ó o ciclo: foto quando minha câmera ainda não estava quebrada para combinarmos: tem muita coisa pra curar. quando apertar, você me lembra quando eu esquecer, te lembrarei quando você esquecer, tá?
o
amor
é
nossa
chance.
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